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09/08/22 Tempo de leitura: 2 min Por: greenlegis

Criando um Plano de Ação efetivo para o GRO / PGR.


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Plano de Ação do PGR é onde serão definidas quais medidas serão tomadas em relação ao gerenciamento dos riscos ocupacionais. Além da sua implementação, é necessário o acompanhamento, pois não adianta dizer que vai implementar se de fato não sair do papel. É importante avaliar se a medida foi eficaz e se trouxe uma redução no risco.

Lembre-se que, ao classificar os riscos, a empresa deve determinar qual resposta dará à cada nível de risco. Se ela aceita o risco, se será necessário reduzir ou eliminá-lo, ou outras respostas que achar pertinente. De acordo com essas respostas, os planos de ação devem ser elaborados e priorizados.

Naturalmente, o Plano de Ação é um dos documentos base do Programa de Gerenciamento de Riscos. O outro documento que deve constar no PGR é o Inventário de Riscos. No inventário consta o método de controle e ação, que vai variar de acordo com o nível de risco. Os níveis mais altos de risco devem ter prioridade no Plano. Riscos triviais geralmente nem precisam de ações de controle, enquanto riscos intoleráveis devem ser tratados com maior urgência possível.

Basicamente é um documento que mostra em detalhes como será feito o controle dos riscos presentes no Inventário de Riscos, através de um cronograma, não sendo, portanto, um calendário para se marcar ‘’xis’’, principalmente por se tratar de um sistema dinâmico e não estático.

Como se trata de um plano, o formato de desenvolvimento se encaixa no ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act), que é uma maneira de se planejar e cumprir ações, passo a passo.

O PDCA é um modelo de cronograma criado com o objetivo acelerar o processo de identificação da causa dos problemas e auxiliar na proposta de soluções. Esse processo é cíclico e em cada repetição pode ser encontrado outros resultados, como a identificação de falhas e mensuração dos fatores cruciais da gestão.

Fica a cargo do profissional em SST e respectivo comitê gestor montar o seu modelo. Baseando-se na metodologia PDCA, fica a sugestão da aplicação do modelo 5W2H.

Esquema manuscrito para a metodologia 5w2h

Veja a seguir um passo a passo para o Plano de Ação do PGR:

1. Defina a ação a ser feita, por prioridade (what)

O primeiro passo é definir a ação: o que será feito? As ações do plano de ação do PGR devem ser por prioridade, de acordo com o nível de risco. Digamos que existem duas situações de risco, uma de nível moderado e outra de nível intolerável. O nível de risco intolerável deve ser controlado primeiro, portanto, ele viria antes do risco moderado na ordem de execução das ações.

2. Defina o motivo (why)

Na mesma ação, deve-se relatar o motivo de estar planejando-a. É o “por quê” da questão, a justificativa, que deve ser condizente com a definição da ação.

3. Onde será a ação? Setor / GHE / GES, GHR / Função (where)

O plano de ação do PGR deve ser estabelecido para a empresa como um todo, porém cada ação deve ser planejada por setor, GHE / GES / GHR ou função. Fica a cargo da organização decidir o que é melhor. Mesmo que o Inventário de Riscos seja por função, as ações do Plano de Ação podem variar de acordo com o cenário.

4. Informar o responsável pela implantação da ação (who)

O responsável pode ser o SESMT, comitê gestor, o assessor de segurança do trabalho etc. É o profissional ou organização que irá implantar a ação. Em casos de não cumprimento de prazo, é ao responsável também que se deve questionar o motivo.

5. Como será feito (how)

Esta ação será executada de que maneira? Através de treinamento orientativo? É preciso descrever como será feito para que se justifique o custo depois.

6. Quanto vai custar (how much)

Nesta etapa deve ser especificado o custo da implantação. O plano de ação acaba sendo um documento de maior relevância para a empresa cliente do que para o auditor fiscal, justamente por apresentar detalhadamente as ações de controle dentro da empresa, com seus respectivos custos e orçamentos.

7. Data da Implantação (when)

Com a finalidade de controlar o cronograma, é preciso especificar as datas de implantação, com início e prazo.

8. Acompanhar o Status e rever as ações.

Enfim, agora é acompanhar o status da implantação, se já foi finalizada, adiada ou está em execução. Quando finalizada, é preciso rever se a ação teve êxito, fazendo uma nova avaliação dos riscos (mas agora levando em consideração as ações implementadas), chamamos esta etapa como Tratamento dos Risco (ABNT / NBR ISO 31000 : 2018).

Tratamento de Risco:

Fornecer evidências para subsidiar e revisar as medidas de prevenção ‘’existentes’’, caso as recomendadas no Plano de Ação do PGR não foram solucionadas.

Conclusão

O Plano de Ação é basicamente isso. Fazer a gestão do controle de riscos, com as ferramentas e métodos existentes, para auxiliá-los.

Reparem e analisem, interpretando, o item 1.5.3.2 da NR 1, alíneas de “a” a “f”, pois o formato de desenvolvimento que sugerimos, se encaixa perfeitamente com o ciclo PDCA e respectivo (modelo 5W2H), que é bastante eficaz para gerenciar e manter o controle dos riscos. Esse modelo por si só não funciona se os profissionais em SST e comitê gestor não se organizarem de acordo com ele.

O PDCA foi criado com o objetivo acelerar o processo de identificação da causa dos problemas e auxiliar na proposta de soluções. Esse processo é cíclico e em cada repetição pode ser encontrado outros resultados, como a identificação de falhas e mensuração dos fatores cruciais da gestão.

Este tipo de ferramenta de gestão são metodologias e técnicas usadas para levantar, definir, mensurar, analisar e solucionar problemas que causam impacto negativamente no gerenciamento de alguma parte ou do todo nas empresas. É um conceito que estende para a melhoria contínua da gestão, apresentando oportunidades para readequar e melhorar o processo continuamente.

Se um dos objetivos empresariais é a segurança e saúde no trabalho, a Gestão da SST entra como recurso para ajudar a empresa a atingir este objetivo (aqui estamos falando de Planejamento Estratégico). Que está gestão seja capaz de controlar os processos e contribuir para se atingir os objetivos da empresa.

Recomendações para o Plano de Ações – PGR:

  • Plano de ação precisa ser individualizado, de acordo com cada perigo identificado;
  • Atenção à classificação dos riscos e nível de risco ocupacional;
  • Respeitar a hierarquia das medidas de controle (eliminar, controlar na fonte, medidas administrativas, controlar no indivíduo), podendo associar diferente controles;
  • Treinamentos ainda não ministrados, constar com datas previstas para a realizações.
  • Destacar cronogramas exequíveis, prever recursos, identificar responsabilidades;
  • Acompanhar a implementação das medidas de controle e avaliar sua eficácia.

Plataforma Digital GrenLegis

Para que todas essas funcionalidades estejam presentes é fundamental contar com uma boa plataforma digital que as suporte bem, para cumprir todas as exigências e requisitos legais, oferecendo um conteúdo qualificado, principalmente para garantir a segurança e a saúde do trabalhador. Com o Sistema da GreenLegis – Perigos Ocupacionais, é possível planejar, estruturar, desenvolver, implementar o sistema GRO PGR.

O estudo, pesquisa e atualização, são atividades inerentes da função de gestão de riscos ocupacionais, pois essa é uma área bastante dinâmica e a mudança do modelo para a Gestão em Segurança e Saúde no Trabalho compreende grandes desafios. Um novo tempo, com este novo ato normativo 1.5 da NR 1.


Referencias:

  • ABNT NBR ISO.IEC 31010:2012, Gestão de Riscos – Técnicas para o Processo de Avaliação de Riscos;
  • ABNT NBR ISO 31000:2018, Gestão de riscos – Diretrizes;
  • Filho, José Augusto da Silva. Segurança no Trabalho – GRO / PGR LTr Editora Ltda, São Paulo / 2021;
  • Portaria Nº 6.730, de 09 de março de 2020;
  • Secure & Simple: A Small-Business Guide to Implementing ISO 27001 On Your Own / Editora ‎ Advisera Expert Solutions Ltda / 2017.

José Augusto da Silva Filho | Consultor e Assessor Técnico em Segurança e Saúde no Trabalho | Jornalista Reg. Prof.: 089062/SP | Assessor Técnico na CTPP e nos GTTs, Instrutor Curso GRO/PGR e implantação, e Auditor Líder em Sistemas de Gestão em SST. Contato: augustomehana2@gmail.com e (11) 99320-8637 com WhatsApp.


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